Quero compartilhar com você uma mensagem que pode soar suave aos ouvidos, mas firme naquilo que propõe: sabedoria para entender, felicidade para descobrir dentro de você e doá-la a quem precisar. Amizade para você descobrir que, quem tem um amigo, tem um tesouro. Esperança para fazer você acreditar na vida e se sentir uma eterna criança. Sabedoria para entender que só o Bem existe, o resto é ilusão. Comecemos pela ideia de entender. A sabedoria não é apenas acumular fatos ou técnicas; é discernimento, é a capacidade de enxergar com clareza o que realmente importa. À pergunta “como estou?”, a resposta não está apenas nas palavras que saem da boca, mas nos sentimentos que eles carregam. A sabedoria nos convida a olhar para dentro, a reconhecer nossas próprias limitações, a aceitar que errar faz parte do caminho, desde que nos levante com mais prudência e compaixão. Sobre a felicidade, pense nela como uma descoberta que começa em você. Não é uma condição que o mundo concede, nem um prêmio...
Invisíveis, Mas Não Ausentes
ResponderExcluirQuando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris. Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.
Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras: "A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa.
"Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
"Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.
"O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o pé em todas as
saliências e sobe até ao respiradouro.
"Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
"Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
"Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo, de que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
"A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra.
"O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
"A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
"Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
"A morte é uma continuação. Para além das sombras, estendes-se o brilho da eternidade.
"As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de
Deus.
"O ponto de reunião é no infinito.
"Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
"Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito."
Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.
Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.
Prossegue em sua jornada na terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem, pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.