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Mensagem do Dia 12 de Julho de 2010.

Prorrogando a dor

Por que será que nos agarramos a situações para as quais conhecemos perfeitamente o desfecho?
Sabemos de antemão o que fazer, mas somos tomados pela angústia de ter que assumir uma decisão que vai nos fazer sofrer.

Colocamos à frente um passo que poderia ter sido tomado agora.
Nos enganamos conscientemente.

Prorrogamos a decisão para que a dor seja prorrogada.
É possível que dentro de nós achamos que a dor esticada vai ser mais suave.

Se não podemos evitá-la, pelo menos vamos vivê-la a prestações, sem muita consciência que os juros podem ser muito altos no fim.
Dar um passo errado não nos custa tanto quanto ter que assumi-lo.
E ter que conviver com ele ou as conseqüências dele.

Uma vez que reconhecemos o caminho errado, o normal seria voltar.
Mas o que fazemos?
Olhamos pra trás, medimos o caminho percorrido, nos perdemos no tempo sem sair do lugar, mesmo se a vida se apressa ao nosso redor.

Conhecemos o abismo que se apresenta diante da situação, mas nos recusamos a admiti-lo, embora saibamos que não queremos cair nele. Caminhamos a passos lentos, guiados pela esperança que nunca nos abandona, mesmo sabendo que uma hora ou outra teremos que pôr o ponto final. Fim da história.

Fim de nós de uma certa maneira, ou daquilo que vivemos e sonhamos.
Acreditamos num pequeno lapso de tempo que nunca mais outra oportunidade virá a nós, como se a vida fosse limitada.

Nos entregamos à dor como nos entregamos ao amor. Inteiramente.
E somos invadidos por uma sombra que nos isola de tudo.
Mas que maravilhoso remédio é o tempo!

Um dia acordamos e tudo parece mais ameno. Abrimos os olhos.
Começamos a notar coisas para as quais estávamos cegos.
O dia seguinte será ainda melhor e virá um outro e um outro.

Quão grandioso é esse Maestro do universo!
Com um simples sopro ressuscita o sol a cada manhã e nos eleva com ele. Somos dessa maneira não uma pessoa nova, mas uma pessoa renovada.

Mais vivida.
Carregados de experiências que nos serviram de lição, que nos enriqueceram e nos tornaram uma pessoa, quem sabe, melhor.

Letícia Thompson

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