terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mensagem do dia 27 nov NA VOZ DO LOCUTOR ADRIANO CARLOS

Mensagem do dia 27 nov
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

MENSAGEM DO DIA 20 DE NOVEMBRO NA VOZ DE ADRIANO CARLOS

MENSAGEM DO DIA 20 DE NOVEMBRO NA VOZ DE ADRIANO CARLOS
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Serapião
Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de  Malhado. Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito  com sobras de comida dos mais abastados. Quando suas  roupas estavam  imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma  caridosa.
Mudava a  apresentação e era alvo de brincadeiras. Serapião era  conhecido como um  homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e  até a identidade.Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranqüilo,mesmo quando não havia  recebido nem um pouco  de comida. Dizia sempre que Deus  lhe daria um pouco  na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava,  alguém lhe estendia uma porção de alimentos. Serapião agradecia com  reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e  ficava a esperar por mais um pouco.Não tinha onde  dormir, onde anoiteciam,  lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte e, ali o  mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no  horizonte. Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida  vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um  futuro promissor.
Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas  fui bater um papo  com o velho Serapião. Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que  Serapião, não sabia.  Dizia não ter idéia, pois se  encontraram um certo dia quando ambos andavam pelas ruas e falou: Nossa amizade começou com um pedaço de pão, ele parecia estar faminto e eu  lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu,  abanando o rabo, e daí,  não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo  essa ajuda sempre que  posso. Curioso perguntei:  Como vocês se ajudam?  Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele  late ataca.  Também quando ele dorme, eu fico vigiando  para que outro  cachorro não o incomode.  Continuando a conversa, perguntei: Serapião, você tem algum desejo na vida? Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles  que a Zezé vende ali na esquina. Só isso? Indaguei.
É, no momento é só isso que eu desejo.  Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.  Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei. Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a  dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com  os temperos.  Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser  a salsicha o melhor pedaço, não contive e perguntei intrigado:Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha?  Ele com a boca cheia respondeu:  Para o melhor amigo, o melhor pedaço!  E continuou comendo, alegre e satisfeito.
Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e sai pensando... Aprendi como é bom ter amigos.  Pessoas em que possamos  confiar.  Por outro  lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de  ser reconhecido como  tal.  Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:
"PARA O MELHOR AMIGO O MELHOR PEDAÇO" Espero que sejamos mais um Serapião.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

MENSAGEM do dia 19 de novembro na voz de Adriano Carlos

MENSAGEM do dia 19 de novembro na voz de Adriano Carlos



Quem sabe não precisa?
Um dia eu estava na frente de casa secando meu carro. Eu tinha acabado de lavar o carro e esperava minha esposa para sair para o trabalho. Vi, descendo a rua, um homem que a sociedade consideraria um mendigo. Pela aparência dele, não tinha carro, nem casa, nem roupa limpa e nem dinheiro. Tem vez que você se sente generoso mas há outras vezes que você não quer nem ser incomodado. Este era um dia do "não quero ser incomodado".

- Espero que não venha me pedir dinheiro. Pensei.
Não veio. Passou e sentou-se em frente, no meio-fio do ponto de ônibus e não parecia ter dinheiro nem mesmo para andar de ônibus. Após alguns minutos falou,
- É um carro muito bonito.

Sua voz era áspera mas tinha um ar de dignidade em torno dele. Eu agradeci e continuei secando o carro.
Ele ficou lá. Quieto, sentado enquanto eu trabalhava. O previsto pedido por dinheiro nunca veio. Enquanto o silêncio entre nós aumentava, uma voz interior me dizia,
- Pergunte-lhe se precisa de alguma ajuda.

Eu tinha certeza que responderia sim mas, atendendo à insistente voz interior...
- Você precisa de ajuda? Perguntei.
Ele respondeu com três simples palavras acompanhadas de um sorriso que me deram uma sacudida.
- Quem não precisa?

Eu precisava de ajuda. Talvez não para a passagem do ônibus ou um lugar para dormir, mas eu precisava de ajuda. Peguei minha carteira e lhe dei dinheiro, não somente o bastante para a passagem do ônibus mas também para conseguir uma refeição e um abrigo.

Aquelas três palavras ainda soam verdadeiras. Não importa o quanto você tem, não importa o quanto você realizou, você também precisa de ajuda. Não importa o quão pouco você tem, não importa o quão cheio de problemas você esteja, até mesmo sem dinheiro ou um lugar para dormir, você pode dar ajuda. Mesmo que seja apenas um elogio, você pode dar.

Você nunca sabe quando poderá ver alguém que parece ter tudo mas que, na verdade, está esperando de você algo que não tem.
Talvez o homem fosse apenas um desconhecido desabrigado que vagueia pelas ruas. Talvez fosse mais do que isso. Talvez ele tenha sido enviado por uma força maior e sábia para ensinar à uma alma acomodada em si mesma.

Talvez Deus tenha olhado pra baixo, chamado um anjo, vestido-lhe como um mendigo e, a seguir, disse,
- Vá encontrar-se com aquele homem que limpa o carro, ele precisa de ajuda.
"Quem não precisa?"

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

MENSAGEM DO DIA 14 DE NOVEMBRO.www.transmineral.com.br

MENSAGEM DO DIA 14 DE NOVEMBRO.www.transmineral.com.br
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Ola amigos mais uma super interessante mensagem. Se puder perca um instante e leia ou ouça. Vale a pena. Grande abraço e carinho á todos vocês meus ouvintes.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Audio da Mensagem dia 08 de Novembro de 2012.

A brasa isolada

Um membro de um determinado grupo ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar. 
Após algumas semanas, o líder do grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria.

O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante de um brilhante fogo. Supondo a razão para a visita, o homem deu-lhe boas-vindas, conduziu-lhe a grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando.

O líder se fez confortável mas não disse nada. No silêncio sério, contemplou a dança das chamas em torno da lenha ardente.

Após alguns minutos, o líder examinou as brasas, cuidadosamente apanhou uma brasa ardente e deixou-a de lado. Então voltou a sentar-se e permaneceu silencioso e imóvel.

O anfitrião prestou atenção a tudo, fascinado e quieto. Então diminuiu a chama da solitária brasa, houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou de vez. Logo estava frio e morto.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial. O líder antes de se preparar para sair, recolheu a brasa fria e inoperante e colocou-a de volta no meio do fogo. Imediatamente começou a incandescer uma vez mais com a luz e o calor dos carvões ardentes em torno dela.

Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
"Obrigado tanto por sua visita quanto pelo sermão. Eu estou voltando ao convívio do grupo".

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Você está à beira do quê?, texto de Martha Medeiros

Se você responder à pergunta acima dizendo que está à beira de um ataque de nervos, não será uma resposta original, mas pode muito bem ser verdade, já que poucos conseguem ficar tranqüilos diante desta rotina surreal em que nos meteram.
Trancar portas, gradear janelas, acionar alarmes, desconfiar de todos — que vida excitante. Eu, ao contrário de me enervar, estou à beira de ficar zen. Basta apenas parar de ler os jornais, de ver TV, desconectar o computador, vender meu carro, doar meus bens e me mudar para o Tibete. Você também não sente vontade, às vezes? Eu de segunda a domingo.
À beira de algo. A maioria das pessoas — as desassossegadas por natureza — está a ponto de dar uma guinada, está prestes a tomar uma atitude, está ali ali para enfrentar uma ruptura. Poucos estão 100% conformados. Os que têm o costume de se questionar ao menos meia-hora por dia já podem se considerar no limiar de fazer uma manobra radical: são habitantes do planeta ‘Quase’.
Alguns, por exemplo, estão quase desistindo de manter sua empresa funcionando. Estão cansados de pagar tantos impostos, de sofrer ações trabalhistas injustas, enfraquecidos pela concorrência que só cresce. Estão quase falindo, mas lutando. Quase desistindo, mas ainda sem coragem de abrir mão de tudo.
Outros estão quase saltando fora de um casamento, quase convencidos de que é melhor sofrer fora do que dentro dele, por pouco não trocando de lado, apenas aguardando o tal “momento certo”, que é a coisa mais difícil de identificar.
Em contrapartida, tem gente assinando a papelada para abrir um negócio próprio e outros tantos com a data de casamento marcada. Não importa a ruptura que se dará (mudar de condição de vida é sempre uma ruptura): tudo o que nos aguarda ali adiante é um enorme e imponente ponto de interrogação.
É como se o mundo fosse dividido em duas partes, com um rio passando no meio.
Estamos sempre de olho na outra margem deste rio, no que existe do lado de lá. E é desta sensação de incompletude — não podemos estar nos dois lados ao mesmo tempo — que surge tudo o que existe. (…)
Estamos sempre na iminência de. Tentados a. Seduzidos por.

Você está à beira de quê? Sabe, sim. Só não quer contar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Os ausentes, texto de Martha Medeiros


(…) Não sou de me irritar facilmente, mas acho um desrespeito quando uma pessoa faz questão de demonstrar que não compactua com a ocasião. São os casos daqueles que se emburram em torno de uma mesa de jantar e não fazem a menor questão de serem agradáveis. Pode ser num restaurante ou mesmo na casa de alguém: estão todos confraternizando, menos a “vítima”, que parece ter sido carregada para lá à força. Às vezes, foi mesmo. Sabemos o quanto uma mulher pode ser insistente ao tentar convencer um marido a participar de um aniversário de criança, assim como maridos também usam seu poder de persuasão para arrastar a esposa para um evento burocrático. Não importa a situação: saiu de casa, esforce-se. Não precisa virar o mestre-de-cerimônias da noite, mas ao menos agracie seus semelhantes com dois ou três sorrisos. Não dói.

Dentro da igreja, ajoelhe-se. No estádio de futebol, grite pelo seu time. Numa festa, comemore. Durante um beijo, apaixone-se. De frente para o mar, dispa-se. Reencontrou um amigo, escute-o.
Ou faça de outro jeito, se preferir: dentro da igreja, escute-O. Durante um beijo, dispa-se. No estádio de futebol, apaixone-se. De frente para o mar, ajoelhe-se. Numa festa, grite pelo seu time. Reencontrou um amigo, comemore.
Esteja!
Se não quiser participar, tudo bem, então fique na sua: na sua casa, no seu canto, na sua respeitável solidão. Melhor uma ausência honesta do que uma presença desaforada.

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