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"Nunca pare de sonhar"

(Richard Bach) Havia no alto de uma montanha três árvores. Elas sonhavam com o que iriam ser depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas disse: eu quero ser o baú mais precioso do mundo e viver cheia de tesouros. A segunda, olhando um riacho suspirou: eu quero ser um navio bem grande para transportar reis e rainhas. A terceira olhou para o vale e disse: quero crescer e ficar aqui no alto da montanha; quero crescer tanto que as pessoas ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus. Muitos anos se passaram, as árvores cresceram. Surgiram três lenhadores que, sem saber do sonho das árvores, cortaram as três. A primeira árvore acabou se transformando num cocho de animais, coberto de feno. A segunda virou um barco de pesca transportando pessoas e peixes todos os dias. A terceira foi cortada em vigas e deixada num depósito. Desiludidas as três árvores lamentaram os seus destinos. Mas, numa certa noite, com o céu cheio de estrelas, uma jovem mulher colocou o seu bebê recém...

O VIDRO VAZIO

Um professor de filosofia parou na frente de seus alunos na sala de aula, e, sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro. Olhou para os alunos e perguntou se o vidro estava cheio. Todos disseram que sim. Então pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente e os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras.  Tornou a perguntar se o vidro estava cheio. Os alunos concordaram; agora sim, estava cheio! Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante. Olhando calmamente para os alunos, o professor disse: - Quero que entendam que isto simboliza a vida de cada um de vocês. As pedras são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a vida. Os pedregulhos, são as outras coisas que importam, como o emprego, a casa, um carro? A areia representa o resto: as coisas pequenas? Experimentem colocar a are...

TOQUE DE REFLEXÃO

Ele era um adolescente que acabara de ser dispensado pela namorada. Durante três anos, eles tinham compartilhado amigos e lugares favoritos. Agora, no último ano do segundo grau ele estava só. Ela conhecera, durante as férias, um outro garoto pelo qual se apaixonara. Mike se sentia como a última das criaturas na face da terra. No treino de futebol, ele deixou escapar alguns passes e, pela primeira vez, sofreu várias faltas. Mal acabou o treino, lhe disseram que deveria comparecer ao escritório do treinador. ?E então, filho? Garota, família ou escola, qual dessas coisas está lhe incomodando?? ?Garota?, foi a resposta de Mike. ?como o senhor adivinhou?? ?Mike, sou treinador de futebol desde antes de você nascer e todas as vezes que vejo um craque jogar como um novato do time reserva, o motivo é um desses três.? Mike lhe falou que estava com muita raiva. Havia confiado na menina, dera a ela tudo o que tinha para dar e o que é que ganhou com isso? ?Boa pergunta.? Disse o treinador.?O que ...

UM CONTO DE NATAL

A história é simples, mas comovedora. Tudo começou porque Mike odiava o Natal. Claro que não odiava o verdadeiro sentido do Natal, mas seus aspectos comerciais.  Os gastos excessivos, a corrida frenética na última hora para comprar presentes para alguém da parentela de que se havia esquecido.  Sabendo como ele se sentia, um certo ano a esposa decidiu deixar de lado as tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas do gênero. Procurou algo especial só para Mike.  A inspiração veio de uma forma um tanto incomum. O filho Kevin, que tinha 12 anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da sua escola.  Pouco antes do Natal, houve um campeonato especial contra uma equipe patrocinada por uma associação da parte mais pobre da cidade.  Esses jovens usavam tênis tão velhos que a impressão que passavam é de que a única coisa que os segurava eram os cadarços. Contrastavam de forma gritante com os outros jovens, vestidos com impecáveis uniformes azuis e dourados e...

Fale, não represente, texto de Susan Heitler, do livro “A arte do relacionamento”

Quando uma pessoa expressa seus sentimentos com palavras, em vez de ações, reduz as chances de ser mal interpretada e leva o parceiro a reagir receptivamente. Fechar-se em silêncio, ou pisar duro e bater portas, são atitudes que mostram a existência de um problema e que os parceiros não expressam convenientemente seus sentimentos. Quando uma pessoa se sente magoada, triste ou zangada, seu primeiro impulso pode ser o de expressar seu estado emocional com atitudes, ao invés de usar as palavras. Dramatizar a mágoa, a tristeza ou a raiva pode ser preferível à repressão das emoções, mas os seres humanos têm a capacidade de falar – o que é sempre uma opção melhor. (…) Mas, falar não significa “explodir” de raiva… quanto mais emocionalmente intensa for a linguagem, mais intensa será a reação do outro. E quanto mais os dois se inflamarem, mais aumentará a probabilidade de tomarem posições opostas… Por isso, preste atenção às palavras que usa para descrever seus sentimentos negativos e, princi...

OUVINDO DEUS

Você acredita no que ouve? Então preste atenção nesta estória. Eram aproximadamente 10 horas da noite quando um jovem começou a se dirigir para casa. Sentado em seu carro ele começou a pedir: ?- Deus, se ainda falas com as pessoas, fale comigo! Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedecê-lo?. Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho: ?Pare e compre um galão de leite?. Ele balançou a cabeça e falou alto: ?Deus? É o Senhor? Ele não obteve resposta e continuou se dirigindo para casa. Porém, novamente, surgiu o pensamento: ?Compre um galão de leite?. O jovem pensou em Samuel, e como ele não reconheceu a voz de Deus, e como Samuel correu para Eli. Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil. Ele poderia também usar o leite. O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa. Quando passava pela sétima rua, novamente sentiu o pedido: ?Vire naquela rua?. Isso é loucura... ? pensou ? e, passou direto pelo retorno. Novamente ele se...

LIDERANÇA COMPARTILHADA

Conta-se que Alexandre, o grande, conduzia seu exército para casa depois da grande vitória contra Porus, na Índia. Cruzavam por uma região árida e deserta e os soldados sofriam terrivelmente com o calor, a fome e, mais que tudo, a sede. Os lábios rachavam e as gargantas ardiam devido à falta de água. Muitos estavam prestes a se deixar cair no chão e desistir. Por volta do meio-dia, o exército encontrou um destacamento de viajantes grego. Vinham montados em mulas e carregavam alguns recipientes com água. Um deles, vendo o rei quase sufocar de sede, encheu um elmo com água e o ofereceu a ele. Alexandre pegou o elmo nas mãos e olhou em torno de si. Viu os rostos sofridos dos soldados, que ansiavam, tanto quanto ele, por algo refrescante. "Obrigado, mas pode ficar com a água", disse ele, "pois não tem sentido matar a minha sede sozinho, e você não têm o suficiente para todos." Devolveu a água sem tomar uma gota. Os soldados, aclamando seu rei, puseram-se de pé e pediram...