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UMA IMPORTANTE OPÇÃO Emília pertencia a uma família de classe média em um país europeu que sofria crises e carestias depois de uma prolongada guerra nacional. Fome e epidemias ameaçavam a toda a população polonesa. Emília, desde pequena, tinha uma saúde frágil, e não melhorava devido às condições em que vivia. Era ainda muito jovem quando se casou com um operário têxtil e se estabeleceram em uma cidadezinha nova, longe de familiares e conhecidos: Wadovice, a 30 Km de Cracóvia. Pouco tempo depois nasceu seu primeiro filho, Edmundo, um garoto belo, bom aluno, atleta e de personalidade forte. Chegaria a se formar em medicina. Alguns anos mais tarde, em 1915, Emília deu à luz uma menina, que só sobreviveu poucas semanas, por causa das más condições de vida a que a família estava submetida. Catorze anos depois do nascimento de Edmundo, e quase dez da morte de sua segunda filha, Emília se encontrava em uma situação particularmente difícil. Tinha cerca de 40 anos e sua saúde não havia melhora...

UM PRESENTE INESQUECÍVEL

Linda tinha 7 anos quando ouviu sua mãe comentar com uma de suas amigas que, no dia seguinte, faria 30 anos. Jamais linda soubera que sua mãe fazia aniversário. Também nunca a vira ganhar um presente. Por isso, foi até seu cofrinho, juntou todas as moedas e se dirigiu à loja da esquina. Procurou um presente que pudesse se encaixar naquele preço. Havia bibelôs, mas ela pensou que sua mãe teria que espaná-los todos os dias. Havia caixinhas de doces, mas sua mãe era diabética. Finalmente, conseguiu comprar um pacote de grampos de cabelo. Os cabelos de sua mãe eram longos e escuros. Ela os enrolava duas vezes na semana e, quando os soltava, ficava parecendo uma artista de cinema. Em casa, linda embrulhou os grampos em uma página de histórias em quadrinhos do jornal, porque não sobrou dinheiro para papel de presente. Na manhã seguinte, à mesa do café, entregou o pacote à sua mãe e disse: "feliz aniversário, mamãe!" Em silêncio, entre lágrimas, a mãe abriu o pacote. Já soluçando de...

A CRUZ PESADA

Há muitos e muitos anos, um homem partiu em direção a Jerusalém, carregando uma cruz grande e pesada. Ela media três metros de comprimento por dois de envergadura. Enquanto carregava a cruz, lembrava-se do sofrimento de Jesus e imaginava a dor que Ele havia sentido quando foi pregado nela. Assim, o homem seguia compenetrado em sua resolução e, passo a passo, lentamente carregava a cruz, cuja ponta inferior se arrasta pelo chão, fazendo um risco na terra. Depois de muitas horas de caminhada, o homem avistou um morro. Esgotado como estava, teve dúvidas se conseguiria vencer aquela acentuada subida. Enquanto meditava na dificuldade à sua frente, alguém que passava sugeriu que cortasse um pedaço da cruz, tornando-a mais leve. ?É uma boa idéia! Diminuindo um pouco a carga, terei mais condições de subir a montanha?. Assim tirou um pedaço da cruz, que se tornou bem mais leve, e continuou sua caminhada. Quem já esteve em Jerusalém, sabe que para se chegar lá é preciso subir muitas montanhas. A...

O PAI QUE NÃO DESISTE

Havia um homem muito rico que possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de festas, estar com seus amigos e de ser bajulado por eles. Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estariam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam.  Os insistentes conselhos do pai retiniam-lhes nos ouvidos e logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção. Um dia, o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e, dentro do celeiro, ele mesmo fez uma forca e, junto a ela um placa com os dizeres: ?Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai?. Mais tarde, chamou o filho, levou-o até o celeiro e disse: ?meu filho, eu já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, mas sei qual será o seu futuro. Você va...

ENTERRO DO "NÃO CONSIGO"

Esta história foi contada por Chick Moorman, e aconteceu numa escola primária do estado de Michigan, Estados Unidos.   Ele era supervisor e incentivador dos treinamentos que ali eram realizados e um dia viveu uma experiência muito instrutiva, conforme ele mesmo narrou:   Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti. Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno com idéias e pensamentos.   Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de "não consigos".   "Não consigo chutar a bola de futebol além da segunda base."   "Não consigo fazer divisões longas com mais de três números."   "Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim."   Caminhei pela sala e notei que todos estavam escrevendo o que não conseguiam fazer.   "Não consigo fazer dez flexões."   "Não consigo comer um biscoito só."   A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade, e decidi verif...

E A VIDA CONTINUA...

"Aquele era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso." Naquela manhã, sentiu vontade de dormir um pouco mais. Estava cansado, tinha deitado muito tarde e não havia dormido bem. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama, e levantou-se, pensando nas muitas coisas que precisava fazer na empresa. Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado e nem nas olheiras escuras, resultado de noites maldormidas. Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem muita convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não entendia porque ela se queixava tanto da ausência dele e vivia pedindo mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Entrou no carro e saiu. Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou s...

TOQUE DE REFLEXÃO Entregar-se ao Pai

  Não há quem na vida não passe por dias de desafios mais severos. Mesmo as vidas mais tranquilas, mesmo aqueles para os quais o cotidiano parece estável e previsível, enfrentam momentos de provas e de aprendizado. Quantos não são os que, em apenas uma noite de chuva, veem seu mundo ser levado pela força das águas, perdendo bens materiais, apartando-se de almas queridas? Outros, nos quais a saúde habitava o corpo plenamente, veem-se minados por males afligentes, por vezes de causas desconhecidas ou de recursos ignorados. Há tantos mais que veem desaparecer de seus olhos os amados, amparos de seu caminhar, abraçados pela morte, apartados da convivência e do carinho sustentador. É natural que assim seja. Todos estamos sujeitos às intempéries da vida, às tempestades que destroem, mas que ensejam o construir e o melhorar. Assim, se esses dias difíceis nos visitam, atormentando-nos, perturbando-nos o equilíbrio emocional, entreguemo-nos a Deus. Jesus, ao nos ensinar a respeito da...