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Reação diferente

Como você costuma reagir quando as coisas dão errado? Se você programa um final de semana na praia, e a chuva estraga o passeio; se você esperava receber o salário para realizar um sonho, comprando algo especial e uma despesa extra arruinou esta possibilidade como você reage? Você costuma ficar chateado por horas e até dias, por que teve um pequeno acidente no trânsito, o carro não ficou pronto, o salário atrasou? Se você reage assim, com certeza fica infeliz muitos dias durante o mês. Entretanto, existem pessoas que sabem extrair dos fatos mais difíceis de suas vidas, coisas muito positivas. Uma dessas pessoas é liana Müller Borges. Uma arquiteta paisagista de sessenta anos que um dia teve sua casa assaltada por bandidos que a fizeram refém. Ela foi obrigada, sob a mira de uma arma, a dirigir seu veículo até um esconderijo em uma favela. Durante três horas, ela foi mantida prisioneira em um barraco. Pela janela, enquanto aguardava por sua liberdade, ela pôde olhar algumas crianças...

O Representante Celeste

O Evangelho de Lucas conta que, respeitando a tradição, Maria e José levaram Jesus ao Templo de Jerusalém, a fim de que o menino fosse apresentado ao Senhor. Naquela cidade havia um ancião de nome Simeão que havia recebido um aviso, através de sua mediunidade intuitiva, de que ele não morreria sem que visse o Cristo, o ungido de Deus. Por isso, todos os dias, ele comparecia ao Templo de Jerusalém e ficava observando os casais chegarem com os seus meninos nos braços. Guardava a certeza de que quando o Cristo aparecesse, ele seria avisado. Assim, naquele dia, ao ver José, Maria e o bebezinho no colo materno se aproximou e pediu para tomar a criança nos braços. Os mensageiros celestiais não o haviam enganado. Ele estava carregando nos braços o Cristo. Conhecedor das escrituras, ele se afastou alguns passos do casal, e contemplando o garotinho lhe perguntou: Celeste menino, por que é que nasceste na palha humilde da manjedoura já que vieste para representar os interesses do eterno Sen...

Laços de afeto

Do poeta e escritor gaúcho Mário Quintana, encontramos uma preciosidade que fala sobre algo muito simples: um laço. Escreveu ele: Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita... Dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah, então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as du...

Pedido de perdão

Adam Riklis era um sobrevivente do Holocausto. Depois que toda sua família foi assassinada pelos nazistas e ele suportou provações difíceis, em três campos de concentração, agarrou-se mais à sua fé. Intimamente, prometeu que ensinaria aos filhos a religião dos seus pais. Por isso, teve paciência quando seu filho de dezenove anos abandonou a faculdade, largou o emprego e disse que iria para a Índia, em busca de iluminação. Mas, quando o filho desprezou a fé judaica, Adam não suportou e o expulsou de casa. Trocaram palavras duras e o filho viajou. Seis anos depois, Joey, o filho, encontrou um amigo que lhe informou que seu pai morrera há dois meses. Ninguém o avisara porque ele nunca havia mandado o endereço para a família. Joey teve um choque. Acreditou que seu pai morrera, não de um ataque do coração, mas do coração partido. E fora ele quem partira o coração do velho pai. Resolveu tomar um avião e ir a Israel. Foi a Jerusalém, comprou um livro de orações. Imitando os movimentos d...

Entre a fé e a confiança

A confiança constitui uma virtude imprescindível à vida humana equilibrada e proveitosa. Ela possui vários desdobramentos. Aproxima-se da fé em Deus, em Sua sabedoria e em Sua justiça. Alicerçado nesse sentimento, o homem encontra forças para vencer os desafios que se apresentam em seu caminho. Ele não se sente vítima de acasos ou azares. Entende que sua vida segue uma fecunda programação de aprendizado e aperfeiçoamento. Nesse contexto, as dificuldades representam oportunidades benditas. Mediante elas, reajusta-se com o passado e habilita-se para o futuro. A vida atual é uma ponte entre duas realidades. O ontem, com os equívocos próprios de uma época de aprendizado. O futuro, rico de promessas de alegria e sublimação. Mas a confiança também se refere à ciência das próprias possibilidades. Ela deriva da fé na Sabedoria Divina. Se Deus consentiu com dada experiência no viver de uma criatura, é porque ela pode dar conta. Não se fala, obviamente, das desgraças que o homem se...

PROCURA

OQUE DE REFLEXÃO Numa época em que as carências afetivas parecem estar em alta, um anúncio anônimo em um mural chama a atenção dos que passam. Todos, sem exceção, param e lêem: Procura-se um homem. Um homem que não tema a ternura. Que se atreva a ser frágil quando necessite se deter para recuperar as forças para a luta diária. Um homem que saiba proteger o ser a quem devotar o seu amor. Um homem que queira e saiba reconhecer os valores espirituais e que sobre eles saiba construir todo um mundo. Um homem que, em cada amanhecer, saiba ofertar amor com toda a delicadeza para que uma flor entregue com um beijo tenha mais valor que uma jóia. Procura-se um homem com o qual se possa falar, que jamais corte a ponte de comunicação. Um homem a quem se possa dizer o que se pensa, sem temor de que se ofenda e que seja capaz de dizer a sua esposa, namorada ou mãe que a ama. Procura-se um homem que tenha braços abertos para que sua amada neles possa se refugiar quando se sentir insegura. Que co...

Quando eu ficar velho...

No quarto do hospital, onde a esposa estava internada sob tratamento intensivo, com vários equipamentos ligados ao seu corpo, monitorando cada sinal vital, o esposo a observava, com ar de tristeza.   A filha se esmerava em cuidados e carinho junto ao leito da mãe.   De repente, o marido aproximou-se da filha e lhe disse, com convicção: ?quando eu ficar velho, desejo estar numa cidade onde não tenha hospitais, pois não quero ficar dessa maneira, sob um leito, totalmente dependente.?   Um desejo natural, com certeza, que muitos de nós alimentamos.   O que vale a pena ressaltar, é que o esposo tem 92 anos de idade...   E não se acha velho... Porque velho ele realmente não é, apesar de ser idoso.   Ele é um nobre e dedicado advogado que mantém o mesmo entusiasmo e motivação da sua mocidade.   Com sua jovialidade, de espírito lúcido, não se deixou levar pela idade...   Não permitiu que a soma dos anos lhe pesassem sobre os ombros, sempre eretos...