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A arte de ficar calado, texto de Felipe Peixoto Braga Netto

Saber ficar calado… É uma arte. Difícil, exige esforço e experiência. Não digo ficar calado sozinho, pois aí não há muita vantagem. Se sairmos a divagar, em voz alta, as perturbações que nos vão nos pensamentos, não demora estamos divagando num hospício. Também não falo sobre ficar calado em público (…) Queria mesmo abordar a difícil arte de ficar calado a dois. É disso, em essência, que trata a bela frase em epígrafe. Os jovens — falo por mim, pelo que lembro — não sabem, definitivamente, ficar calados a dois. É um desconforto terrível, uma absurda e incômoda sensação de mal-estar, aliada a um desespero tolo em busca de assunto. Depois, com o tempo, passamos a ser menos severos conosco e nos permitimos, vez por outra, a falta de assunto. Aliás, que necessidade absurda é essa de falar por falar, sem parar? Escrevi, certa vez, uma frase que depois li curioso: “Demorei a perceber que são os calados que têm algo a dizer…”. Não sei que poeta falou — creio que o Quintana — que amizade é q...

As coisas mais importantes

O dia mais belo? Hoje. A coisa mais fácil? Errar. O maior obstáculo? O medo. O maior erro? O abandono. A raiz de todos os males? O egoísmo. A distração mais bela? O trabalho. A pior derrota? O desânimo. A primeira necessidade? Comunicar-se. O que mais lhe deve fazer feliz? Ser útil aos demais. O maior mistério? A morte. Nosso pior defeito? O mau humor. A pessoa que nos é mais perigosa? A mentirosa. O sentimento mais ruim? O rancor. O melhor presente ? O mais belo que possamos dar: o perdão. O bem mais imprescindível? O lar. A rota mais rápida? O caminho certo. A sensação que nos é mais agradável? A paz interior. A maior satisfação? O dever cumprido. O que nos torna mais humanos, mais tolerantes? A dor. Os melhores professores? As crianças. As pessoas mais necessárias? Os pais. A força mais potente do mundo? A fé. A mais bela de todas as coisas? O amor...sempre o amor! (Madre Teresa de Calcutá) contribuição de Maurizete

Viver ou juntar dinheiro? – Max Gehringer

Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos 40 anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante… Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quise...

"O Cravo e a Rosa”, texto de Luiz Antônio Simas...

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.  Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo – o homem – e a rosa – a mulher – estimula a violência entre os casais. Na nova letra “o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada”. Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro? É Villa Lobos, pô! Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas… A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do ...

Decidi triunfar, texto de Walt Disney

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar… Decidi não esperar as oportunidades e, sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima e, sim, deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo que posso ter é ter o direito de chamar a alguém de “amigo”. Descobri que o amor é mais que um simples estado e enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”. Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste pr...

Tenha coragem de fazer uma revolução

Tenha coragem de fazer uma revolução em sua vida e vá atrás do que dita a sua alma Há pessoas de sucesso que são muito infelizes porque não fazem o que realmente toca a alma delas. Por incrível que pareça, é possível ter sucesso só com a inteligência, mas é impossível ser feliz só com a inteligência. Para ser feliz é preciso saber ouvir a voz que vem do coração. Se você não se sente feliz com a vida que vem levando, por mais confortável e estável que seja, está na hora de decidir. Se você realmente quer ser feliz, arrisque! Tenha a coragem de ir atrás de um novo destino. Tenha a ousadia de jogar tudo para o alto e a humildade de recomeçar do zero se for preciso. Você pode até perder algumas coisas, mas ganhará a chance de sonhar de novo, de planejar e sentir o gostinho de cada uma das novas conquistas que terá. E – o mais importante – fará tudo isso mantendo, ou até mesmo resgatando, sua dignidade – o bem mais valioso que existe. O primeiro passo que você deve dar é se conscienti...

A cor da saudade

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado. Ele era encantado por duas razões: não vivia em gaiolas, vivia solto e vinha quando queria, quando sentia saudades...  Sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado. Certa vez, voltou com penas imaculadamente brancas e contou histórias de montanhas cobertas de neve. Outra vez, suas penas estavam vermelhas e contou histórias de desertos incendiados pelo sol. Era grande a felicidade quando eles estavam juntos. Mas, sempre chegava a hora do pássaro partir... A menina chorava e implorava: - Por favor, não vá. Terei saudades, vou chorar. - Eu também terei saudades - dizia o pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da saudade. É ela que faz com que minhas penas fiquem bonitas... senão você deixará de me amar.  E partiu. A menina, sozinha, chorava.  Uma certa noite ela teve uma idéia: e se o pássaro não partir? Seremos felizes para semp...