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Viver ou juntar dinheiro? – Max Gehringer

Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos 40 anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante… Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quise...

"O Cravo e a Rosa”, texto de Luiz Antônio Simas...

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.  Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo – o homem – e a rosa – a mulher – estimula a violência entre os casais. Na nova letra “o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada”. Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro? É Villa Lobos, pô! Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas… A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do ...

Decidi triunfar, texto de Walt Disney

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar… Decidi não esperar as oportunidades e, sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima e, sim, deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo que posso ter é ter o direito de chamar a alguém de “amigo”. Descobri que o amor é mais que um simples estado e enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”. Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste pr...

Tenha coragem de fazer uma revolução

Tenha coragem de fazer uma revolução em sua vida e vá atrás do que dita a sua alma Há pessoas de sucesso que são muito infelizes porque não fazem o que realmente toca a alma delas. Por incrível que pareça, é possível ter sucesso só com a inteligência, mas é impossível ser feliz só com a inteligência. Para ser feliz é preciso saber ouvir a voz que vem do coração. Se você não se sente feliz com a vida que vem levando, por mais confortável e estável que seja, está na hora de decidir. Se você realmente quer ser feliz, arrisque! Tenha a coragem de ir atrás de um novo destino. Tenha a ousadia de jogar tudo para o alto e a humildade de recomeçar do zero se for preciso. Você pode até perder algumas coisas, mas ganhará a chance de sonhar de novo, de planejar e sentir o gostinho de cada uma das novas conquistas que terá. E – o mais importante – fará tudo isso mantendo, ou até mesmo resgatando, sua dignidade – o bem mais valioso que existe. O primeiro passo que você deve dar é se conscienti...

A cor da saudade

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado. Ele era encantado por duas razões: não vivia em gaiolas, vivia solto e vinha quando queria, quando sentia saudades...  Sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado. Certa vez, voltou com penas imaculadamente brancas e contou histórias de montanhas cobertas de neve. Outra vez, suas penas estavam vermelhas e contou histórias de desertos incendiados pelo sol. Era grande a felicidade quando eles estavam juntos. Mas, sempre chegava a hora do pássaro partir... A menina chorava e implorava: - Por favor, não vá. Terei saudades, vou chorar. - Eu também terei saudades - dizia o pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da saudade. É ela que faz com que minhas penas fiquem bonitas... senão você deixará de me amar.  E partiu. A menina, sozinha, chorava.  Uma certa noite ela teve uma idéia: e se o pássaro não partir? Seremos felizes para semp...

Medo...

Todo mundo tem ou já teve medos. Pode ser de aranha, de avião. Pode ser medo do mar, e até de fantasma… Medo é coisa que dá em gente, não é? E é até bom, porque ajuda a nos proteger dos perigos do dia-a-dia. Mas tem medos que paralisam a vida. Que impedem a gente de crescer. Quando a gente ama alguém, tem medo de perder.Rejeição dá medo mesmo; Quando a gente tem um trabalho, tem medo de perder.Desemprego dá medo mesmo; Mas sabem o que é pior que o medo? A falta de ousadia, de persistência, de coragem de arriscar… O medo do novo, o medo da mudança, o medo da recusa, o medo da velhice… Isso tudo é medo que vai adiando a felicidade. Na geladeira lá de casa tem um ímã com uma frase que eu gosto muito. É assim: “O homem é realmente livre quando não tem medo do ridículo” Ter medo do ridículo é ter medo de se expor. E se você se esconde, jamais saberão quem você é, quais são os seus talentos, suas ideias… O medo é um sentimento legítimo, mas ele não pode reger a vida da gente.Eu tenh...

Limites, Mônica Monteiro...

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores… Com o esforço de abolirmos os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos. Mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca! Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais… e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. (…) E, o que é pior… somos os últimos que respeitamos nossos pais, às vezes até sem escolhas… e somos os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito. À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical para o bem e para o mal. Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se com...