Pular para o conteúdo principal

Postagens

Sem prazer...

Sugestão do ouvinte Grayver Liberato Quero uma indenização pela vida que me tem sido roubada diariamente pelo trabalho desenfreado e pelas preocupações. Uma indenização por gastar a melhor parte do dia, que é justamente o dia, fazendo o que me cansa sem me dar prazer. Quero um abono por dedicar à minha família apenas o que sobrou das minhas energias e minha paciência. Exijo uma cirurgia reparadora para amenizar a expressão cansada, o ar pesado e as rugas que cobrem meu rosto por passar o dia inteiro variando entre a introspecção e o mau humor. Quero férias sabáticas com direito às viagens de Júlio Verne, pois só assim me sentirei compensado por tantos anos sem reparar na beleza da natureza, na grandeza do mundo e na diversidade das pessoas. Quero ser mais humilde e mais humano. Quero ter oportunidade de voltar a exercer meu direito de ler livros, assistir filmes e conversar com meus amigos e tirar fotos sem a culpa de quem comete o maior de todos os pecados da vida moderna: a simpli...

Morte Lentamente...

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,...

Milho de Pipoca...

Existe uma fábula muito conhecida que enfoca em seu conteúdo questoes relacionadas a descoberta de seu potencial. Alguns de vocês devem conhecer a história: “milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre”. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica o mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: Perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que o pobre grão de milho, fecha...

Que mãe é essa? de Lena Gino

Tem bicho mais estranho do que mãe? Mãe é alma contraditória. É alegria no choro. É carinho na raiva. É o sim no não. Só mãe mesmo pra ser o oposto… E depois o contrário de novo. Vai ver que é porque filho não vem com manual de instrução e pra conduzir as crias no mundo, ela usa só de intuição pra tentar fazer tudo direito. Mas como pode ser assim, tão incoerente? Ela diz: Filho, você não come nada… E logo se contradiz: Para de comer, que eu tô botando o jantar! E aí ela lamenta: Ai, que eu não vejo a hora desse menino crescer! Mas logo se arrepende: Deixa que eu faço, você ainda é uma criança… E quando ela manda: Tira essa roupa quente, menina! E logo em seguida: Veste o casaco, quer pegar um resfriado? Pois é, gente, que pessoa é essa que jura que nunca mais… E no momento seguinte promete que vai ser pra sempre? Essa pessoa é assim mesmo: Igual e diferente de tudo o que a gente já viu. É a fortaleza que aguenta o tranco, só pra não ver o filho chorar. É o sor...

Borboletas, Mario Quintana

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela. Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas...

Vencedor ou perdedor...

Quando um vencedor comete um erro diz: “Me equivoquei e aprendi a lição”. Quando um perdedor comete um erro diz: “Não foi minha culpa”, e culpa os outros. Um ganhador sabe que a adversidade é o melhor dos professores. Um perdedor se sente vitima ante a adversidade. Um ganhador sabe que o resultado das coisas depende dele. Um perdedor crê que a má sorte existe. Um ganhador trabalha muito forte e gera tempo para si mesmo. Um perdedor está “sempre ocupado” e não tem tempo nem para os seus. Um ganhador enfrenta os problemas um a um. Um perdedor da voltas e nem sequer se atreve a tentar. Um ganhador diz: “Sou bom, mas posso melhorar”. Um perdedor diz: “Não sou tão mal assim, existe pessoas piores que eu”. Um ganhador se sente responsável por algo mais que o trabalho. Uma pessoa perdedora não se compromete e sempre diz: “Faço o meu trabalho”. Um ganhador diz: “Deve haver uma maneira melhor de fazer isto”. Um perdedor diz: “Esta é a forma como sempre foi feito”.

Hostilidade Faz Mal à saúde!!

Está provado: a hostilidade aumenta o nível de colesterol no sangue e torna a pessoa propensa a ataques cardíacos, hipertensão, cansaço, urticária e úlcera; a velha crença de que “colocar a raiva pra fora evita uma úlcera” não é verdadeira… Em artigo para a revista Nova, de Outubro de 79, a Doutora Ana Maria Rossi, especialista em estresse, afirma: “não adianta recusar feijoada, carne gorda e frituras se você nunca está contente com nada e vive fazendo tempestade em copo d’água; a hostilidade pode causar um aumento de colesterol igual ou superior à dieta rica em gordura”… Além do mal que faz ao organismo, a hostilidade traz prejuízos psicológicos. Um deles é o mal-estar que provoca nos relacionamentos; todos procuram evitar o contato com pessoas “estouradas” ou, se isso é inevitável, “pisam em ovos” para não arranjar encrenca. Muitas vezes, a própria pessoa se isola, o que aumenta a solidão, a carência, o sentimento de rejeição e… provoca mais hostilidade ainda. É um círculo vicioso. ...