sexta-feira, 24 de junho de 2011

O talento

Talento não significa, necessariamente, pintar obras-primas. Cuidar das pessoas é um talento. Ensinar é um talento. Fazer com que os outros se sintam bem-vindos é um talento. Administrar é um talento. Ser pai ou mãe é um talento.
Com muita frequência nos subestimamos às nossas aptidões. O ceramista diz: “quem me dera ser músico; aí, sim, valeria à pena…”. O pianista, por sua vez, afirma: “se eu soubesse fazer coisas com as mãos…”. Não compare as suas habilidades com as dos outros. Faça o que você sabe fazer. Aceite o talento que tem. A realização vem do desenvolvimento dos seus dons, não de desejar os alheios.
Se Deus lhe deu o dom de trabalhar em uma escola maternal, porque você há de querer ser banqueira e passar a vida mastigando cifras? Dê um pouco de crédito a Ele! Se você é capaz de imaginar quais são os seus dons, Ele também é.
Outra coisa que noto: a maioria das pessoas que dizem que não têm talento não tentou muita coisa. Antes de mais nada, o talento pode ser útil, mas não é tudo! Quando se fala do sucesso de alguém – seja em que área for – quase sempre há uma referência ao seu “extraordinário” talento. Mas, quando essa pessoa fala de seu sucesso, menciona o quanto trabalhou para chegar lá. Ela sabe que o que a diferencia de milhares de outras pessoas é a sua atitude e o seu esforço.
Pessoas passivas e negligentes dão muita ênfase ao talento. Para elas, o talento ou a falta dele é  uma desculpa excelente para não fazer nada.
Se há uma importante qualidade comum aos grandes artistas, cientistas, estrelas do esporte, humanistas, empresários bem-sucedidos, não é o talento: é o enfoque. Uma vez que você saiba o que quer, concentre-se nisso! Ninguém consegue fazer tudo. Você não pode salvar as baleias, curar os enfermos e proteger. 



 

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