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Mensagem do Dia 21 de junho de 2010.

Perfume de violetas


O crepúsculo morria no horizonte, mas transportava aos céus a prece diária de dona Irene.
Naquele dia, porém, apesar da grande saudade, não chorava; aprendera a transformar as lágrimas em preces e sentia como se vozes segredassem ao seu coração o conforto divino. Mais uma vez, ela recordava na hora do crepúsculo...
Casara-se por amor. Uma afeição profunda, que apenas durara cinco anos, pois o marido morrera na guerra. Depois desse golpe, só a pequenina e loura Lucy representava o pulsar do seu coração.
Os dias passavam, os meses e os anos. Dona Irene e a filhinha viviam tranqüilas, mas saudosas da imagem daquele que as deixara tão cedo.
O retrato do pai estava sempre florido com as pequeninas violetas, que a própria Lucy colhia no seu jardim. Parecia um querubim louro, ajoelhada em volta dos canteiros à procura das violetas, sempre escondidas... Mas, o perfume as denunciava. Entretanto, dona Irene só teve esse quadro durante dois anos; a filhinha foi para o jardim …