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Mensagem do Dia 21 de julho de 2010.

Amigos e...

Eu um dia acordei com dor de cabeça. Meu humor estava no chão. Tive vontade de quebrar tudo. Sem motivo importante. O telefone tocou. Eu não atendi. Tocou novamente. Com toda raiva que havia dentro de mim destratei meu amigo que só queria desabafar seus problemas.

A dor de cabeça persistia. Meu amigo apareceu na minha porta e eu novamente o destratei. Não queria conversar. Toca a campainha, outros amigos me convidando para uma festa; farra, azararão, boemia, vadiagem... Me animei.

Porém meu amigo me vetou. Viu que eu não estava em condições. Todos foram embora. Exceto ele e eu de raiva o xinguei, o massacrei e o mandei embora, no rosto as lágrimas corriam; bateu a porta e saiu. Não senti remorso e fui dormir.

Dia seguinte pela manhã tive médico. A dor de cabeça persistiu durante toda noite. Quando estava saindo me deparo com meu amigo deitado na varanda, no sereno, onde passou a noite. Por incrível que pareça não me comovi. Deixei-o dormir e fui à consulta. Lá descobri que tinha uma doença grave, terminal.

Me senti sem chão. Encontrei os amigos da farra e todos me olhavam diferente depois da notícia. Senti o final, o fim. Cheguei em casa e já não vi meu amigo. Bateu o desespero, a solidão. Peguei uma arma e apontei para minha cabeça. Nessa hora meu amigo apareceu atrás de mim e me pediu para VIVER.

Com uma voz serena, tranqüila, sem desesperos. Ele sempre esteve comigo me ajudou na busca da cura, me animou, me fez rir. Mas o destino já estava certo; e o fim já estava chegando.

Hoje, porém, quem é ajudado é ele e eu me tornei:
"SEU ANJO DA GUARDA

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